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As lendas
de vampiros surgiram a partir de infecção por raiva, afirma
o neurologista espanhol Juan Gómez-Alonso, do Hospital Geral
de Vigo, em artigo no jornal da Academia Americana de Neurologia.
As primeiras histórias de vampiros são da Hungria do século
XVIII. Foi lá que, entre 1721 e 1728, ocorreu uma epidemia
de raiva entre cães e lobos, revela Gómez. Como uma coisa
influenciou a outra? Segundo o médico, 25% dos doentes de
raiva mordem outras pessoas. Além disso, sofrem de insônia
e hipersensibilidade a estímulos como luz, reflexos no espelho,
água ou odores fortes (como o do alho). Isso provoca espasmos
musculares faciais, que os fazem regurgitar e espumar. No
século XVIII, exumavam-se os cadáveres para saber se eram
vampiros. Um sinal eram marcas de sangue na boca. Para Gómez,
o sangue de mortos por raiva leva mais tempo para coagular,
podendo escorrer da boca mesmo após o sepultamento.
Texto
fornecido pela Camila Moura
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